Olá...
Bom dia...
Boa tarde...
Boa noite...
Dando prosseguimento ao processo da pesquisa de campo:
“Dança:
Tradição da Família Olguin em Ipatinga”
Veremos abaixo alguns dos Olguins com sua entrevista ou depoimento.
SALETTE OLGUIN:
Minha mãe e meu pai saíram de São Paulo para viverem, tentar a vida aqui em Ipatinga. Minha mãe já trabalhava com dança lá em São Paulo, fez cursos importantes, dava aulas, se apresentava em teatros com uma orquestra sinfônica ao vivo, ela tinha uma carreira dentro da dança.
Quando veio para cá, ela queria trazer tudo isso pra Ipatinga. Começou dando aula em Coronel Fabriciano e Acesita, um belo dia ao passearmos pelo bairro Santa Mônica em Ipatinga encontramos esse prédio abandonado que virou nossa academia.
Eu e meus irmãos crescemos e vivemos dentro da academia, aos 9 anos de idade eu dancei o segundo ato do Lago dos Cisnes minha mãe era louca de querer fazer isso aqui, mas, ela acreditava, ela corria atrás, ela lutava, fazia com amor e alegria e sonhava muito. Ela me fez acreditar no poder da dança, crer que tudo é possível. Não importava pra ela, nada tinha dificuldade, hoje existem muitos grupos, mas durante muito tempo ela foi a única e sofreu muito com isso.
Quando eu estava com meus 10 anos de idade minha vida era a academia, minha mãe teve um descolamento de retina que se não cuidasse ela ficaria sega, o hospital não oferecia nada, não tinha cirurgia na época, foi pra Belo Horizonte e não poderia trabalhar durante um ano. A solução era uma só, ou eu dava aula no lugar dela ou fechava a academia. Fizemos uma pesquisa com os alunos pra saber se eles me aceitavam ou se fecharíamos a academia e eles me aceitaram. Eram mães que faziam aulas, crianças e meninas da minha idade e eu comecei a dar aula com 10 anos e assim eu cresci nesta vida que eu não consigo sair mais.
Hoje em dia está tudo muito lindo, temos um movimento cultural muito grande, todo mundo quer lutar pra cidade crescer cada vez mais, tem crescido muito, está à frente de muitas cidades com mais de 100 anos e não tem nada. Temos o Teatro, temos grandes profissionais de música, de dança e teatro, orquestra. Só não temos um corpo de baile municipal de Ipatinga, mas do jeito que está indo quem sabe um dia fazemos um grupo.
Atualmente a minha vida é a dança, tudo que eu posso eu faço, tenho muita coisa pra passar pras crianças, temos dois projetos o Endança que já tem 26 anos e o Centro de Referência que oferece aulas de dança para crianças da rede pública gratuitamente, ambos com o patrocínio da Usiminas. Isso é a minha vida!
JULIANA OLGUIN:
A dança é
minha rotina, minha profissão, está no meu sangue e em minha família, não é uma
obrigação ser bailarina, mas é uma tradição familiar. Estranho seria se eu não
despertasse para a arte. Foi incrível ter minha introdução na dança dentro da
minha família com minha tia e minha avó, professoras maravilhosas, e por conta
disso meu contato com a dança começou na infância.
Grande parte
da minha formação foi na Academia Olguin, que me proporcionou aulas, oficinas e
trocas com diversos profissionais. Hoje em dia sou bailarina me apresento no
mínimo uma vez por semana, participo de um grupo de dança de grande repercussão
nacional, a Cia. do Grupo Raça de São Paulo e viajo por várias cidades do país
dançando o repertório da Cia. No Raça atuo também como professora.
LARISSA OLGUIN:
A dança, ela
faz parte da minha vida desde que eu nasci praticamente, minha mãe conta que
ela não me teve no palco por que era final de semana, se não eu teria nascido
dançando. Eu acho que a dança é minha vida, dou aula no projeto também, tudo
que elas fazem e que melhoram, eu me sinto orgulhosa, lembro-me da minha avó
dando aula, me ensinando. Tudo que eu sei foi minha vó que me ensinou desde
pequena, comecei a dar aula aos 12 anos, e continuo a seguir a família. Minha
mãe é minha instrutora de clássico desde criança, sempre estive nas aulas da
minha avó e da minha mãe, são minhas mestras, me iniciaram e me incentivaram.
Acredito que
se minha avó não tivesse vindo pra cá e trago o balé clássico pra cá e ter
iniciado isso, pois n época não tinha nada, Ipatinga não seria como hoje, a
cultura não seria como hoje, a família Olguin tem muito a ver com isso, minha
avó foi pioneira, depois vieram outros grupos.
BRUNO RODRIGUES
Bom, a
dança pra mim é o meu outro ser, minha outra face e onde coloco toda minha
emoção e energia pra fora, como disse a grande D. Zélia "A dança é a
vida!". A dança é sim a vida ou várias vidas, pois, a cada momento que
subimos ao palco é um personagem e uma
vida nova que se cria.
Falar da
academia não existiria palavras pra descrever, é minha segunda família, minha
segunda casa, onde tive grande crescimento não sou artisticamente falando, mas,
na vida. Em poucas palavras ela foi responsável por uma boa parte do grande
homem que sou hoje. Mudou minha visão sobre a arte e sobre a vida me tornou uma
pessoa mais disciplinada, de bem com a vida como disse anteriormente me ensinou
a viver a vida da melhor forma possível. São nove anos dançando.
Iniciei
meus estudos em dança clássica aos 16 anos na academia Olguin com a Larissa
Olguin e Salette Olguin, onde tive oportunidade de estuda com grandes nomes,
entre Adriana Vilela, Muniz, Edson Bezerra, Peter Lavratti, Jhean Alex, Lair
Assis dentre outros, com a academia e muito esforço fui exportado pro grupo
experimental de dança do corpo cidadão uma ONG do Grupo Corpo, estando em BH
reforcei meus estudos em dança clássica e contemporânea, estudando com alicia
Nascimento, Leticia Vianna, Ismael Ivo, Mario Nascimento é Rodrigo Pederneiras.
Bom resumidamente minha vida como bailarino e essa... A vida de um artista não
tem como descrever em palavras, pois cada dia, a cada aula a cada espetáculo é
uma história nova a ser dita... E lembre-se "Os pecados da barra se pagam
no centro".
NOELLE DIAS
Então, eu
faço ballet há nove anos na Academia Olguin e posso dizer de coração, que a
dança me fez crescer muito e ajudou na formação da minha personalidade e em
quem eu sou hoje, sem falar na disposição saúde que eu tenho devido à prática
do ballet. É incrível como e onde a dança pode te levar. Quando você está no
palco você simplesmente esquece, por um tempo, de tudo e pensa somente em fazer
aquilo que te faz feliz, que no meu caso é dançar! E eu tenho certeza que
nenhuma outra academia da região poderia fazer comigo o que a Olguin fez. O
amor e o carinho que a Salette tem com suas alunas acolhem de uma maneira
inexplicável e com o tempo você passa a se sentir uma Olguin. Enfim, acho que
descrever a dança é bem difícil pra mim por que vai muito além de ser só um
hobby, é um sonho, uma paixão!
É o
seu coração que vai te levar
Por caminhos que a alma pedir,
Tenha fé e coragem,
Para encarar e seus pés saberão aonde ir.
Você dança e a dança é o que te conduz,
Sua dança te faz viajar.
E o que era sombrio agora é luz,
E o mundo vai ver que você vai brilhar...
Por caminhos que a alma pedir,
Tenha fé e coragem,
Para encarar e seus pés saberão aonde ir.
Você dança e a dança é o que te conduz,
Sua dança te faz viajar.
E o que era sombrio agora é luz,
E o mundo vai ver que você vai brilhar...
(Brilhar
- Barbie. música tema: Barbie e as 12 princesa bailarinas)
MARIA CÉLIA (Mãe de Noelle)
O que me
motivou a colocar a Noelle no ballet foi perceber nela sempre uma inclinação
para a dança. Noelle andava sempre na ponta dos pés. Também por saber que a
dança iria proporcionar a ela um desenvolvimento físico e emocional que iria
ajuda-la a enfrentar obstáculos durante sua vida. Sem falar às relações que se
estabeleceriam de amizades verdadeiras. Ter uma filha bailarina é um sonho pra
mim. Dancei alguns anos também, na época era jazz, sei o prazer que é dançar.
Quando Noelle dança, danço junto com ela, cada passo, cada pirueta, cada gesto
delicado, vivo junto com ela. E rezo também sempre. Para ela e para todos os
bailarinos. Outro dia alguém me falou “Você é mãe da Noelle?!” Imagina! Que
legal! Mas Noelle é muito simples, disciplinada e se cobra muito, o que gera
muita ansiedade em épocas de espetáculo. Noelle sempre teve apoio da família. Principalmente
o meu, acho que isso é facilmente notável! Depende de muito tempo, ensaios
exaustivos e dinheiro, claro. Mas tudo vale muito a pena. O prazer de
assisti-la é indescritível. O trabalho da Academia Olguin é impecável. O
carinho da professora Salette é inigualável, maravilhosa mesmo. Sou muito grata
a todo carinho e empenho em relação a minha filha Noelle! Deus abençoe sempre
esse trabalho...
VINÍCIUS CASTRO
Em um
momento de grandes problemas e confusões da adolescência me deparei com uma
alternativa diferente e maravilhosa que foi a dança e melhor ainda, dançar na
Academia Olguin, onde me ajudou a criar certas responsabilidades e visões da
vida que até então não possuía.
Lugar de
muitas pessoas competentes e carinhosas que me receberam com muito amor. Hoje
sou muito grato pela oportunidade de ter feito parte dessa casa, dessa família.
Em especial
agradeço imensamente à Salette que é uma pessoa muito boa e iluminada que
recebe seus alunos e oferece o que é o seu melhor.
A dança a
meu ver é algo muito além de movimentar o corpo e proporcionar saúde, é também
uma forma de escapar das situações ruins da vida e do cotidiano. Quando se
aprende a amar a dança você se sente completo e não quer nunca parar, pois ali
é seu momento, momento de paz e de desafiar-se a fazer o seus melhor e quebrar
as barreiras.
Viva a arte,
viva a academia Olguin que espalha o amor e a vida em forma de movimento. A
isso conjugamos o verbo DANÇAR.
CLAUDILAYNE CRISTINA
O ballet da
academia Olguin proporcionou a mim a realização de um grande sonho que foi o de
ser bailarina desde pequena, a falta de oportunidade e de condições de
familiares tornou com que esse sonho de uma pequenina viesse a ser esquecido.
Aos 12 anos tive a oportunidade através do intermédio de outro projeto, de
conhecer a Academia Olguin, foi então em Agosto de 2007 após ter passado em uma
seletiva, pude começar a fazer parte da realização do meu sonho, através da
concessão de bolsa.
Minha vida
mudou, meu amor pela arte de dançar floresceu, buscando sempre a perfeição da
técnica, ensinada pela grande profissional e pessoa Salette Olguin, assim
tornei-me uma bailarina. Todos os bons sentimentos fornecidos e a disciplina
exigida fizeram com que todas nós nos tornássemos pessoas amáveis e felizes,
pois estávamos podendo fazer o que sempre idealizamos, encontramos naquele
lugar em que buscávamos transmitir nossa paixão, grandes vínculos de amizades,
sinais de respeito, de superação, esperança e confiança que sempre nos cercavam
, transformando nossas vidas.
A dança e
todos os ensinamentos passados pela Dona Zélia a sua filha e suas netas hoje
não há como ser desligado da minha vida, não é vista por mim como somente um
instrumento de saúde corporal e sim saúde mental também, indispensável como me
alimentar, pois alimenta a alma com amor, que tanto preciso para saber lidar
com todas as pequenas dificuldades da vida.
Hoje tenho
certeza que esses quase 7 anos passados na Academia Olguin formaram uma
importante parte da minha vida e nunca será esquecida, infinitos agradecimentos
as mestres Salette e Larissa Olguin que me fizeram ser tudo o que sou hoje.
Esta menina
Tão pequenina
quer ser
bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
Mas sabe ficar na ponta do pé.
(A Bailarina, Cecília Meireles, 1964)
AYSLA BIANCA
Meu nome é
Aysla Bianca Moreira, tenho 17 anos e faço ballet na Academia Olguin desde os
12 anos de idade. Graças ao projeto do Centro de Referência em Dança do Vale do
Aço que é uma “parceria” da Usiminas com a Academia Olguin é que tive a
oportunidade de fazer aulas de Ballet, meu grande sonho. Ao iniciar as aulas,
com imensa alegria, sempre me empenhei ao máximo, passei a ter o ballet como
prioridade e toda dedicação e esforço tiveram resultado. Com a benção de Deus,
consegui passar na fase da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, a fase de pré-indicação,
agora me preparo para a seleção final.
Um, dois três e quatro
Dobro a perna e dou um salto
Viro e me viro ao revés
e se eu cair conto até dez
Dobro a perna e dou um salto
Viro e me viro ao revés
e se eu cair conto até dez
Depois essa lenga-lenga
toda recomeça
puxa-vida, ora essa
vivo na ponta dos pés
toda recomeça
puxa-vida, ora essa
vivo na ponta dos pés
(A Bailarina - Lucinha Lins)
HELENITA THEZA MOREIRA (mãe da Aysla)
Desde que
minha filha, Aysla Bianca era criança, ela tinha o sonho de ser bailarina,
tanto que até teve uma festa de aniversário com o tema bailarina. Mais tarde,
minha vizinha comentou a respeito do projeto no qual ela matriculou a filha
dela e também levou a Aysla. A partir deste momento que minha filha começou a
fazer ballet e se dedicar ao máximo, por ela mesma, sem que eu precisasse
cobrar nada, sempre manteve o ballet como prioridade.
É muito
lindo e gratificante ter uma filha bailarina, pois, eu mesma já tive vontade de
fazer ballet e quis muito ter uma caixinha de música de bailarina, mas isso não
foi possível. Porém hoje até brinco que não pude ter a caixinha de música tão
desejada, entretanto tenho uma filha bailarina e me sinto muito orgulhosa por
isso, junto ao meu marido e toda família. Todos nós vemos um sonho se realizar
alguém especial e amado.
Os
profissionais da Academia Olguin são muito dedicados, tem muito amor ao que
fazem, e fazem bem. São criativos, carinhosos e amorosos, sempre dão força aos
alunos para que sigam em frente. São incansáveis, indo além de simples
profissionais, sendo também grandes amigos.



















































